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à memória de federico garcia lorca

por jorge c., em 19.08.14

Pelas duas da manhã, em ponto, talvez. Nenhuma hora é certa para morrer num teatro sem paredes, praça sem arena ou dignidade. Federico caía morto, matado, como um pedaço de nada. Não houve combate, nem sequer desafio. Os disparos sobre o poeta que viu Nova Iorque e que admirou a paixão e a coragem dos homens, da Andaluzia para o mundo, no meio dos silêncios, foram a toada trágica, a descida do pano derradeiro. As palavras ficaram escritas pelas ruas das cidades como uma tatuagem. Toma esta valsa de boca fechada. Toma esta luz de coração inquieto. Somos o teu peito, Federico, aquilo que resta da humanidade.

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