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ensaio sobre a arrogância

por jorge c., em 24.10.14

Se a aplicação errada dos conceitos prevalecer, a linguagem mudará. Se a linguagem mudar, o comportamento dos homens também muda, pois que a sua visão do mundo altera-se conforme a qualificação conceptual e moral. A arrogância e a humildade vivem, por exemplo, um período de mudança conceptual, devido a uma certa subestima pela inteligência alheia. A auto-estima, o gosto pelo conhecimento e a curiosidade associada ao entusiasmo são confundidas com arrogância e apontadas como tal. Ora, pela lógica do conceito, é precisamente o desprezo sobranceiro pela condição do outro que define a arrogância. Mesmo que parta de um complexo de inferioridade ("tu, doutor" vs "eu, escola da vida"/ "tu, teórico" vs "eu, operacional"). Tendemos a associar a arrogância ao sentimento de superioridade social. Porém, ela pode ter uma natureza contrária, gerada num complexo de inferioridade, de insegurança, que, como mecanismo de defesa, inverte o conceito, exclusivamente, pela forma social, de um modo arrogante. É uma humildade sobranceira. Essa projecção da arrogância, ou reacção ao seu próprio complexo, é, por paternalismo, desconsiderada e o conceito subvertido em benefício de um complexo.

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