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Deveríamos pensar sempre em que medida olhamos para as coisas, qual a escala de relevância que damos aos objectos, aos espaços, aos hábitos ou à nossa privacidade. Um artista cria sobre a medida das coisas do mundo. O seu alcance é ou será tão maior quanto a sua originalidade. Por vezes, ultrapassa todos os limites. Certa noite, sonhei com uma cidade modernista sem ainda conhecer Charles-Edouard Jeanneret e, quando o conheci, calculei que fosse possível uma vida inteira a construir o nosso espaço e a medir a nossa intimidade. Da pintura à arquitectura, Le Corbusier desenhou um esquema para a qualidade de vida e para a relação harmoniosa do espaço íntimo e do espaço público. Ao entender estes dois princípios complementares, o arquitecto passou para um patamar mais elevado, ao qual alguns poderão chamar de arte. Este ano, o Centre Pompidou dedicou uma exposição à vida e obra de Le Corbusier. A exibição concentrava-se mais na ideia artística abstracta e na natureza dos movimentos artísticos do que na arquitectura em si mesma. Esta concepção permitia ao indivíduo comum compreender a arquitectura, mergulhando na sua génese e criando para si uma ideia para as suas próprias medidas e, talvez, para as do mundo. Sem polémicas e em perspectiva, esta foi a celebração do espírito da arte que, de resto, nos daria muito jeito por cá. 

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