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non-fiction

por jorge c., em 22.11.16

Prometeram que não iria chover. Olho para o céu e reparo que, depois do nevoeiro, surgem algumas nuvens com intenções duvidosas. Volto a entrar com as pernas geladas e regresso à secretária. O algoritmo das redes sociais sugere-me dois livros de Karl Ove Knausgaard, cuja imagem me é familiar. Lembra-me, de certo modo, aquela curiosidade com o tipo que, a certa altura, nos cruzamos com frequência nas mais distintas circunstâncias, mas que nunca chegamos a conhecer. A curiosidade transforma-se num assédio involuntário, por vezes em ressentimento. O que faz um estranho no domínio latente da minha esfera cognitiva? A pergunta é tão idiota quanto a sensação de invasão. Vou, então, pesquisar sobre Knausgaard. A Wikipédia dá-me alguns dados biográficos, prémios literários que lhe foram atribuídos e uma descrição das polémicas provocadas pela obra do norueguês. Sugere-me, também, uma entrevista feita por James Wood para a New Yorker em 2014. Aceito a sugestão. Ao longo da entrevista, o crítico demonstra alguma admiração pela coragem do escritor. Coragem. Chama coragem à exposição. Os livros de Karl Ove Knausgaard são autobiográficos, numa batalha que tenta derrubar o tédio da ficção. Conheço a reflexão. Ainda assim, fico sem saber muito mais, restando-me a inevitável leitura que adiarei até encerrar outra dezena de preconceitos idênticos. Acho que vou reler Os Filhos da Droga ou a Bíblia.

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