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o mito

por jorge c., em 11.08.14

Terá sido por esta hora a que escrevo que a notícia chegou através da televisão. Talvez naquele 11 de Agosto de 74 o vento corresse com a mesma intensidade pelos becos da cidade, como agora, uivando a dor irreparável da perda do toureiro. Talvez a lua estivesse cheia de luz, iluminando as lezírias e os montes, e o Tejo a reflectisse para a eternidade. É como aquele tango de Piazzolla - Adios Nonino - que mistura as pulsações e nos deixa numa angústia sem fim. Há, ainda hoje, um silêncio pouco estival para nos ajudar a sentir a presença de Falcão pelas ruas, como se andasse por aí com um sorriso fraterno a fazer de conta que era um de nós; como se aproveitasse a luminosidade da lua cheia para lidar um novilho no tentadero dos Palhas, criando a ilusão aos demais de que estariam numa Barcelona que já não existe a assistir ao seu triunfo imortal, fixo, imóvel, destemido. O encontro dele com os que, como eu, nunca o viram, é a poesia necessária para imortalizar a glória e alimentar os espíritos.

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