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tábua rasa

por jorge c., em 11.07.14

Tem resistido, neste tempo de velocidade e modernização dos meios, uma tradição muito antiga que vem servindo, ao longo das décadas, de motor da pedagogia geneológica. O "placard dos mortos", tal como é conhecido, desafiou o tempo e constitui um dos mais interessantes fenómenos do concentração social. De certo modo, é como se depois de mortos fosse promovida uma exposição da nossa vida, com pormenores íntimos, detalhes do carácter, da conduta social e profissional. Do mais profundo dos anonimatos passamos, em segundos, ao estrelato das ruas. Filho deste, sobrinho do outro, genro de tal, trabalhou aqui e ali e chegou mesmo a existir em determinadas circunstâncias. É este o nosso futuro. Passaremos, então, pelas ruas como um cadáver esquisito, de perfil incompleto, com falhas e lapsos definitivos que se perpetuarão como um desses temas minimalistas que ficam a pairar. O tédio e a temperatura tomaram conta da tarde. Lembrei-me de Arvo Pärt e encontrei solução para esquecer o calor.

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